Sob gritos de “Reestruturação Já”, teve início em Salvador a XXV Plenária da Fenajufe. No entanto, logo no primeiro dia ficou evidente a dificuldade de garantir que o principal tema de interesse da categoria — a carreira — tivesse o espaço necessário para debate.
Durante a discussão da pauta, delegados e delegadas do Sitraemg defenderam que as propostas de carreira e do Plano de Lutas começassem a ser debatidas já na sexta-feira pela manhã. A intenção era simples: assegurar tempo suficiente para discutir um caderno com mais de 600 páginas de propostas que tratam de temas fundamentais como reestruturação da carreira, atribuições, gratificação de desempenho, auxílio-nutrição, retorno do anuênio e outras reivindicações históricas dos servidores.
A proposta foi rejeitada pela maioria do plenário, composta principalmente pelo grupo político Democracia & Luta (D&L), que dirige majoritariamente a Federação, juntamente com seus aliados.
Em seguida, porém, essas mesmas forças aprovaram uma inversão de pauta para antecipar a votação da Comissão de Ética para a sexta-feira às 9h. Ou seja: houve disposição para alterar a programação quando o assunto era a Comissão de Ética, mas não quando se tratava de discutir carreira.
Diante disso, coordenadoras e coordenadores do Sitraemg apresentaram nova proposta para que, após a votação da Comissão de Ética, os trabalhos seguissem imediatamente para a discussão da carreira ainda na sexta-feira. Novamente, a proposta foi rejeitada.
Com essa decisão, a programação manteve apenas cerca de seis horas, entre 15h e 21h do sábado, para analisar e deliberar sobre mais de 600 páginas de propostas. Na prática, um tempo insuficiente para discutir adequadamente o tema mais importante da plenária e da categoria.
As coordenadoras Marjory Sousa, Rosimare Petitjean e Liana Theodoro, juntamente com o coordenador Evandro Antônio da Silva, estiveram entre os principais defensores da inversão da pauta e da priorização da carreira, alertando que sem tempo adequado não seria possível aprofundar o debate sobre as reivindicações dos servidores.
Na votação da proposta de inversão da pauta para ampliar o tempo destinado ao debate da carreira, os delegados e delegadas do Sitraemg posicionaram-se da seguinte forma:
A favor da inversão da pauta e da ampliação do debate sobre carreira:
•Marjory Sousa
•Liana Theodoro
•Rosimare Petitjean
•Anderson Oliveira
•Evandro Antônio da Silva
•Fabiana Reis
•Ricardo Teixeira
•Tiago de Albuquerque
•Maria Gorete Amaro
•Walter Loschi
Contra a inversão da pauta:
•Edivalda Andrade
•Danilo Duarte
•Fernanda Fernandes
•Elimara Cardoso
•Marchel Ferreira
•Marta Hungria
•Rogeria Ferreira
Enquanto isso, a maior parte da sexta-feira e do sábado foi reservada para palestras e outras atividades, reduzindo significativamente o espaço destinado ao debate das reivindicações concretas dos servidores.
A situação causa ainda mais preocupação quando se considera o investimento realizado pelos sindicatos para viabilizar a participação de suas delegações. Somente o Sitraemg está destinando cerca de R$ 300 mil para esta Plenária. Diante disso, é legítimo questionar: faz sentido limitar o debate sobre carreira a poucas horas, quando a própria categoria exige avanços urgentes na sua reestruturação?
Os servidores precisam estar atentos. A luta pela carreira não pode ser tratada como tema secundário. Quem foi a Salvador para representar a categoria tem a responsabilidade de garantir que as principais reivindicações dos trabalhadores sejam efetivamente debatidas e encaminhadas.
Reestruturação já. Carreira já. A categoria não pode esperar.
Assessoria de Comunicação
Sitraemg


