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A unidade não se divide: por que defendo a permanência do Sitraemg na Fenajufe

Nestor Santiago, Analista Judiciário Aposentado da Justiça Federal
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Os artigos aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria do Sitraemg.


Eu pergunto à categoria: e se as pessoas se desfiliassem do Sitraemg por que a chapa vencedora não é do agrado delas? Esse é o caminho?

Me senti na obrigação de escrever este artigo porque estou profundamente preocupado com essa proposta de desfiliação. Divergências fazem parte da nossa vida sindical, mas responder a um descontentamento do momento com a saída da federação é um erro tático grave. Não acredito que se deva abandonar uma construção histórica por discordâncias políticas atuais. Se a condução da Fenajufe não nos agrada, o caminho correto é nos articularmos com os sindicatos de outros estados e disputarmos a mudança por dentro. Inclusive, se a questão for financeira e o valor pago pelo Sitraemg for considerado exorbitante, até a redução desse repasse pode ser buscada e negociada nas instâncias próprias da Federação. Romper é abrir mão do debate.

Vejo que a Fenajufe cumpre um papel que nenhum sindicato estadual consegue suprir sozinho: unificar a nossa categoria nacionalmente. A nossa força real vem dessa capacidade de falar em nome de todos os servidores do Judiciário Federal do país. Em tempos difíceis, a regra do jogo deveria ser somar forças, nunca dividir.

Precisamos lembrar contra quem estamos lutando. O nosso patrão é o governo federal — uma estrutura gigante e com um poder político imenso. Diante de um adversário desse tamanho, o isolamento de Minas Gerais é a receita para a nossa invisibilidade. Sozinhos, nós não somos nada e não temos força para barrar retrocessos ou exigir melhorias na carreira.

Para mim, fica claro que precisamos de uma federação nacional para capitanear as grandes pautas e bater de frente com o poder em Brasília. Sair da Fenajufe não vai punir a diretoria de lá; vai punir o servidor mineiro, que perde voz onde as decisões de fato acontecem. Minha posição é pela responsabilidade com o nosso futuro: nossa permanência deve ser um ato de resistência e de disputa para melhorar a federação, nunca de omissão.

Nestor Santiago – Analista Judiciário Aposentado da Justiça Federal

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