Dois sindicatos da base da Fenajufe manifestaram solidariedade aos quatro filiados do Sitraemg – David Landau, Eliana Leocádia, Nélia Matos e Nelson Costa – expulsos da Coordenação da Federação: Sintrajurn, do Rio Grande do Norte, e Sindjufe-BA, da Bahia.
O sindicato potiguar já havia enviado ofício à entidade nacional questionando a medida e, insatisfeito com as respostas, encaminhou novo documento, reforçando os argumentos a ela contrários. No segundo ofício, também solicitou a imediata anulação do ato de afastamento e a reintegração dos quatro sindicalistas mineiros às funções para as quais foram eleitos. Cobrou, ainda, a divulgação da decisão da Federação acerca de sua insatisfação no site da entidade nacional.
Para a direção do Sintrajurn, os argumentos da Fenajufe para justificar o afastamento dos coordenadores eleitos não são suficientes, e houve inobservância de normas e garantias previstas no estatuto da entidade. “Uma restrição dessa natureza não poderia ser criada por interpretação da Diretoria Executiva sem previsão expressa e sem as garantias da ampla defesa e do contraditório”, contestou o sindicato, argumentando que “a permanência dos coordenadores deveria passar por procedimento formal, garantindo conhecimento das imputações e direito de manifestação aos envolvidos, com posterior apreciação pelas instâncias previstas estatutariamente”.
“A meu ver, a decisão não foi puramente técnica, mas política. E é bom que nossa base saiba disso, para que não fique tudo num plano superficial de interpretação burocrática das regras estatutárias e do que parece ou não parece ser o correto”, assinalou o diretor do Sintrajurn Thiago Capistrano.
Sindjufeba: D&L é passiva nas lutas e persecutória com os que lutam
“Paz sem voz não é paz: é medo”, adverte o Sindjufe-BA, em nota no instagram, esclarecendo que, embora sua entidade não defenda a desfiliação de sindicatos da Federação, entende que a unidade precisa ser uma via de mão dupla.
O sindicato baiano critica a posição contraditória do campo D&L (Democracia e Luta). “Investe no diálogo manso, em notas jornalísticas dóceis e no esvaziamento das greves. Já com quem busca a luta real em defesa da categoria, a resposta é apagamento, silenciamento, ataques, suspensão e até expulsão, atingindo também os servidores que elegeram esses dirigentes”, observa.
O sindicato baiano salienta que ele próprio sofreu tentativa de expulsão da base, simplesmente por ter solicitado a ata da reunião em que foi decidida a saída dos mineiros da Coordenação nacional e a indicação do artigo em que se baseou.
“Defendemos a unidade nacional por meio de uma Federação que respeite seu caráter federativo, amplo e plural, aceite críticas, respeite as bases estaduais e as mova para a luta. Sem isso, perde-se o foco no que importa: enfrentar a disputa orçamentária, fortalecer a unidade da categoria e promover a mobilização por valorização e respeito, com coragem e firmeza”, conclui a nota.
As manifestações de solidariedade
– Site do Sintrajurn
– Instagram do Sindjurn
– Facebook do Sindjurn
– Instagram do Sindjufe-BA
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Assessoria de Comunicação
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