SITRAEMG participa de manifestação contra venda da Vale

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Prossegue esta semana, em Belo Horizonte, a coleta de assinaturas pela anulação do Leilão da Vale do Rio Doce. Nesta segunda-feira, dia 20 de agosto, representantes da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), da Coordenação dos Movimentos Populares de Minas Gerais (CMS/MG), da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES) estarão em frente ao prédio da Reitoria da UFMG, de 14h às 18h. De terça à sexta-feira desta semana, a coleta será realizada na Praça Sete, de 14h às 18h. Segundo a CUT, até o momento já foram coletadas 4.500 assinaturas.

Na última sexta-feira, dia 17, foi feito o lançamento do “Plebiscito Popular pela anulação do Leilão de Privatização da Companhia Vale do Rio Doce” em Belo Horizonte. A mobilização aconteceu na Praça Sete com o objetivo de denunciar “o escândalo que representou a privatização da empresa”, conforme argumentaram os organizadores. O SITRAEMG participou da manifestação e foi representado pela diretora de aposentados, Artalide Lopes Cunha.

O plebiscito acontecerá em todo o país de 1º a 7 de setembro. A escolha pela Semana da Pátria não é por acaso. A proposta é debater com a população os problemas que marcaram a venda da Vale do Rio Doce e reivindicar, junto ao governo, a anulação do leilão e a reestatização da Companhia. A consulta popular culminará com o Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro, e terá como lema “Isso não Vale!, queremos participação no destino da nação”.

A iniciativa é da “Campanha Nacional pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce”, que reúne cerca de 60 entidades em todo Brasil, com o objetivo de fazer ressurgir nas discussões públicas os problemas que marcaram a venda da Vale do Rio Doce e mostrar ao governo, através de plebiscito, que a sociedade reivindica a anulação do leilão e a reestatização da Companhia.

Onde e como votar

O formato de consulta popular segue um modelo já utilizado em 2000, que questionou o pagamento da dívida externa, e em 2003, que colocou em xeque a entrada do Brasil na Área de Livre Comércio das Américas (ALCA). Como nas mobilizaões anteriores, locais de votaão serão montados em espaços como escolas, igrejas, portas de fábrica, universidades, associaões comunitárias, sindicatos, centrais sindicais, locais de trabalho, logradouros públicos etc.

Em Belo Horizonte, haverá urnas nas estações do metrô do Eldorado, Venda Nova e Praça da Estaão; nas estaões do BH Bus do Barreiro e Venda Nova; na Praça Sete, entre outros locais.

Podem votar todas as pessoas a partir de 16 anos. Basta informar o nome e apresentar algum documento (Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, CPF, Título do Eleitor), que será anotado numa folha de controle de presença.

Menores de 16 anos que desejarem manifestar a sua opinião votando no Plebiscito poderão fazê-lo, porém, seus votos serão contabilizados em urna e lista de presença a parte.A apuração dos votos, em todo o País, começa no dia 8 de setembro, com término previsto para o dia 20 do mesmo mês.

Sobre a Vale
O processo de privatização da Vale é considerado um dos mais fraudulentos da história do Brasil. Segunda mineradora do planeta, a empresa foi privatizada em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, por R$ 3,3 bilhões, quando, na época, seu patrimônio era calculado em R$ 100 bilhões.

Mais de 100 ações populares, ações civis públicas e mandados de segurança foram impetradas na justiça, contestando a legalidade do processo. Em dezembro de 2005, o Tribunal Regional Federal, em Brasília, acatou uma dessas ações judiciais e reconheceu a nulidade da avaliação do valor da venda da Vale do Rio Doce, possibilitando a anulação do leilão.

O plebiscito é uma iniciativa da Campanha Nacional pela Anulação do Plebiscito da Vale do Rio Doce, que reúne cerca de 60 entidades em todo Brasil. A proposta da Campanha é fazer ressurgir nas discussões públicas os problemas que marcaram a venda da Vale do Rio Doce e mostrar ao governo, através de plebiscito, que a sociedade reivindica a anulação do leilão e a reestatização da Companhia.

Com Assessoria de Imprensa da CUT/MG

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