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Reestruturação da Carreira do PJU: ou agora, ou nunca

Evandro Antonio da Silva – servidor do TRT3 em Ouro Preto e filiado do Sitraemg
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Os artigos aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria do Sitraemg.


Cada luta tem sua hora.

E a hora da carreira do Poder Judiciário da União é agora.

Qualquer discurso que tente empurrar reajustes lineares antes da reestruturação não é neutralidade: é escolha política. E essa escolha tem consequências claras e perversas. Reajustes lineares sucessivos, aplicados sobre uma carreira já distorcida, aprofundam o abismo salarial, consolidam desigualdades internas e tornam a recuperação futura cada vez mais cara – quando não impossível.

Não se combate desigualdade com percentual linear.

Não se corrige estrutura quebrada com maquiagem salarial.

Enquanto isso, o fosso cresce. E cresce rápido.

A Fenajufe não foi criada para administrar frustração, nem para produzir imagens simbólicas ou discursos evasivos. Foi criada para lutar. E lutar exige prioridade, método e coragem política. Exige abandonar firulas e assumir, sem rodeios, que a reestruturação da carreira do PJU é a pauta central da categoria.

Quem empurra essa discussão para “depois” está, na prática, aceitando que o abismo se torne permanente.

Chega de narrativa sem lastro.

Chega de promessa sem número.

Chega de confundir mobilização com marketing.

A categoria exige projeto, não encenação. Exige estudo técnico, memória de cálculo, simulação financeira e cronograma de execução compatível com os parâmetros orçamentários do Judiciário da União. Isso é possível. O que falta não é viabilidade – é vontade política.

O ano corrente é decisivo. Se a reestruturação não for enfrentada agora, cada novo reajuste linear apenas aumentará o custo político e financeiro de qualquer correção futura. O tempo não é aliado da categoria; é aliado da estagnação.

Precisamos reduzir o abismo enquanto ainda é possível reduzi-lo. Depois, não adianta chorar sobre percentuais que só serviram para ampliar desigualdades.

A reestruturação não é pauta secundária.

Não é moeda de troca.

Não é promessa para congresso futuro.

É urgência histórica.

REESTRUTURAÇÃO JÁ!

Sem desculpas.

Sem adiamentos.

Sem enganação.

A base não pede favor.

A base exige prioridade.

* Evandro Antonio da Silva – servidor do TRT3 em Ouro Preto e filiado do Sitraemg

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