Os artigos aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores, não sendo esta necessariamente a opinião da diretoria do Sitraemg.
Cada luta tem sua hora.
E a hora da carreira do Poder Judiciário da União é agora.
Qualquer discurso que tente empurrar reajustes lineares antes da reestruturação não é neutralidade: é escolha política. E essa escolha tem consequências claras e perversas. Reajustes lineares sucessivos, aplicados sobre uma carreira já distorcida, aprofundam o abismo salarial, consolidam desigualdades internas e tornam a recuperação futura cada vez mais cara – quando não impossível.
Não se combate desigualdade com percentual linear.
Não se corrige estrutura quebrada com maquiagem salarial.
Enquanto isso, o fosso cresce. E cresce rápido.
A Fenajufe não foi criada para administrar frustração, nem para produzir imagens simbólicas ou discursos evasivos. Foi criada para lutar. E lutar exige prioridade, método e coragem política. Exige abandonar firulas e assumir, sem rodeios, que a reestruturação da carreira do PJU é a pauta central da categoria.
Quem empurra essa discussão para “depois” está, na prática, aceitando que o abismo se torne permanente.
Chega de narrativa sem lastro.
Chega de promessa sem número.
Chega de confundir mobilização com marketing.
A categoria exige projeto, não encenação. Exige estudo técnico, memória de cálculo, simulação financeira e cronograma de execução compatível com os parâmetros orçamentários do Judiciário da União. Isso é possível. O que falta não é viabilidade – é vontade política.
O ano corrente é decisivo. Se a reestruturação não for enfrentada agora, cada novo reajuste linear apenas aumentará o custo político e financeiro de qualquer correção futura. O tempo não é aliado da categoria; é aliado da estagnação.
Precisamos reduzir o abismo enquanto ainda é possível reduzi-lo. Depois, não adianta chorar sobre percentuais que só serviram para ampliar desigualdades.
A reestruturação não é pauta secundária.
Não é moeda de troca.
Não é promessa para congresso futuro.
É urgência histórica.
REESTRUTURAÇÃO JÁ!
Sem desculpas.
Sem adiamentos.
Sem enganação.
A base não pede favor.
A base exige prioridade.
* Evandro Antonio da Silva – servidor do TRT3 em Ouro Preto e filiado do Sitraemg


