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Estudos confirmam os efeitos da gestão equivocada para o adoecimento dos servidores nos tribunais

Sitraemg atua pela qualidade de vida da categoria com ações que vão da busca constante por uma remuneração digna ao acolhimento de filiados afetados por relações tóxicas do ambiente de trabalho
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O Sitraemg traz ao conhecimento dos servidores do Judiciário Federal em Minas Gerais detalhes de dois trabalhos científicos destacados em matéria publicada no site do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado do Rio Grande do Norte (Sintrajurn) que traçam diagnósticos que só confirmam as políticas equivocadas de gestão do Poder Judiciário e suas consequências diretas para a saúde mental dos servidores.

A tese de doutorado intitulada “Trajetória de trabalho dos técnicos judiciários na contemporaneidade e repercussões na saúde mental destes servidores”, elaborada pela psicóloga clínica Ana Paula Gomes Esposito, servidora da Coordenadoria de Atenção à Saúde (Coas) do TRE-SP,baseia-se em 50 entrevistas sobre as trajetórias profissionais de técnicos judiciários do Tribunal Regional Eleitoral paulista.

Conforme detecta a pesquisa, o concurso público, historicamente, sempre foi visto como um refúgio contra a precariedade, o desemprego e a desigualdade de gênero do setor privado. Mas, ao ingressar na instituição, o servidor se depara com um cenário de desgaste crônico: casos antigos associados ao tédio ou ao estigma social da carreira foram completamente substituídos por uma explosão de crises de ansiedade, sobrecarga severa e síndrome de burnout; a “importação cega” de ferramentas de gestão de desempenho da iniciativa privada, espremida dentro das amarras burocráticas tradicionais do serviço público, sufoca a autonomia e esvazia o sentido do trabalho; na Justiça Eleitoral, a pressão bienal das eleições eleva vertiginosamente o absenteísmo por transtornos mentais e comportamentais devido a jornadas exaustivas.

Outra constatação muito importante do trabalho da pesquisadora são as queixas dos técnicos judiciários entrevistados pelo fato de terem remuneração inferior à dos analistas, mesmo realizandofunções iguais. A disparidade salarial e a falta de uma progressão justa atuam como fatores crônicos de desmotivação, gerando um profundo sentimento e desinvestimento subjetivo.

Para corrigir essa precariedade subjetiva, a tese propõe posturas que considera essenciais para proteção à saúde do servidor: a manutenção de relações saudáveis, vínculos longevos e empatia entre os colegas de trabalho, como principal escudo coletivo contra o sofrimento psíquico; a profissionalização e a transparência institucional só geram saúde mental se contarem com a participação ativa e reflexiva dos servidores na construção das metas, rejeitando modelos opressivos e inalcançáveis.

Artigo detalha sofrimento de analistas do TRE-MA

O outro trabalho científico destacado na matéria do Sintrajurn é uma pesquisa anterior realizada pelos pesquisadores Luiz Gustavo Carvalho Assis e Carla Vaz dos Santos Ribeiro no TRE-MA, traduzida por eles no artigo intitulado “Fui aprovado em concurso público. E agora?”.

O trabalho, que faz uma análise sobre a dinâmica e sofrimento dos analistas judiciários do tribunal maranhense, revela um cenário semelhante ao diagnosticado pela pesquisadora paulista.

Dá conta de que as reformas administrativas criaram um modelo de gestão híbrido nas instituições públicas, que mescla elementos do fordismo, taylorismo e toyotismo, exigindo servidores ultra-autônomos, empreendedores e focados em metas, impondo-lhes a pressão do setor privado, mas sem oferecer as contrapartidas adotadas por esses modelos, como salários equivalentes, autonomia real ou planos de carreira dinâmicos.

A organização do trabalho gera o sofrimento dos servidores de duas formas distintas: nos cartórios eleitorais, sobrecarga decorrente da falta de pessoal, infraestrutura predial precária e prazos sufocantes impostos pelo CNJ; na Secretaria (sede), execução de tarefas meramente burocráticas, mecânicas e repetitivas, que subutilizam as variadas formações acadêmicas da categoria e provocam uma dolorosa falta de sentido no trabalho.

A pesquisa maranhense conclui que o equilíbrio e o prazer só resistem nos tribunais por dois motivos: quando o trabalhador consegue usar sua inteligência prática para enxergar um resultado social útil no que faz e no acolhimento mútuo por meio das amizades construídas entre os colegas.

Atuação do Sitraemg pela qualidade de vida dos filiados

O Sitraemg atua pela saúde dos servidores do PJU em várias frentes. Primeiro, buscando garantir remuneração digna, à altura dos serviços prestados com qualidade e dedicação.Nesse quesito, contando com o apoio de suas assessorias parlamentar, orçamentária e jurídica em gestões junto aos tribunais regionais e ao Congresso Nacional e tribunais e conselhos superiores, em Brasília (DF), em defesa das pautas da categoria.

No momento, por exemplo, além da luta pela derrubada do Veto 45 (da recomposição salarial), no Congresso Nacional, o sindicato faz pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) para que envie o anteprojeto de lei da reestruturação da carreira ao Legislativo. Até porque esse projeto visa a corrigir as disparidades salariais e a elevar a carreira do PJU aos níveis das carreiras correlatas de órgãos dos outros poderes, valorizando igualmente os cargos de analista, técnico e auxiliar.

No caso específico da saúde dos servidores, o sindicato oferece atendimento aos filiados com ações multidisciplinares, em quatro eixos: com profissionais da psicologia, da psicanálise e da medicina psiquiátrica, e através da assessoria jurídica.

O Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM), por meio dos psicólogos Arthur Lobato e Luciana Mara Moreira, trabalham nas linhas de prevenção, intervenção e acolhimento. Busca, ainda, dialogar e atuar de forma interativa com os setores de saúde dos tribunais para evitar a ocorrência de qualquer tipo de assédio ou discriminação, além da pressão das administrações por produtividade e metas, possam levar ao adoecimento dos analistas, técnicos e auxiliares do PJU em Minas Gerais. O sindicato oferece também acolhimento na área da Saúde Mental a servidores em situação de estresse, depressão, ansiedade e outros adoecimentos acometidos na relação com o trabalho.

Os investimentos na área da saúde focam em atender os servidores em situação de conflito, assédio, ou adoecimento no trabalho. Assim escutar e direcionar cada caso, visando  a melhoria das relações individuais ou coletivas.

Como agendar seu atendimento no DSTCAM:

* WhatsApp: (31) 99637-5869

* Telefone: (31) 4501-1541

* E-mail: dstcam@sitraemg.org.br

Proteção jurídica

A assessoria jurídica do Sitraemg adota uma abordagem abrangente. Vai além de uma atuação contenciosa, consolidando-se como referência em prevenção e diálogo institucional. Não se restringe à resolução de casos concretos, mas também se atém aos debates sobre o aprimoramento de normativos e protocolos internos, com vista à tutela dos direitos dos servidores.

Nos casos específicos, a assessoria zela para que as denúncias sejam devidamente apuradas, em conformidade com a legislação aplicável e os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Busca, assim, assegurar a proteção dos direitos dos servidores contra eventuais represálias ou exposições indevidas.

Esse trabalho compreende a orientação na comunicação com a administração, o acompanhamento de sindicâncias e processos disciplinares, e a busca por soluções restaurativas ou conciliatórias, quando cabível, sempre com foco na preservação da integridade física, psicológica e funcional do servidor.

Como entrar em contato com o Jurídico: juridico@sitraemg.org.br

Confira:

  • Tese de Doutorado (Esposito, 2026 – TRE/SP): CLIQUE AQUI
  • Artigo Científico (Assis & Ribeiro, 2017 – TRE/MA): CLIQUE AQUI

Assessoria de Comunicação
Sitraemg

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