A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato inédito, abre um novo capítulo na disputa pelos rumos do país. O resultado das urnas representa, para amplos setores que defendem os direitos sociais e o serviço público, a oportunidade de barrar retrocessos e avançar em pautas fundamentais para os trabalhadores e para a sociedade brasileira.
A eleição também deixa um recado importante contra iniciativas que ameaçam direitos, descredibilizam as instituições nacionais e colocam em xeque o papel do Judiciário na garantia da democracia e da Constituição. Por isso, é fundamental que o resultado seja acompanhado de ações concretas em defesa da legislação trabalhista e do fortalecimento dos serviços públicos.
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A vitória eleitoral, por si só, não garante a concretização de nenhum dos anseios da sociedade e dos servidores do PJU, em especial. O momento exige a retomada do fôlego e a intensificação da luta por reivindicações históricas da categoria.
Uma das prioridades é a derrubada do Veto 45/2025, cuja rejeição conta com manifestações de apoio de diversas parlamentares governistas. O Sitraemg continuará atuando para ampliar esse apoio e pressionar pela apreciação da matéria pelo Congresso Nacional.
Outra pauta central é a reestruturação da carreira. O sindicato seguirá cobrando do STF o envio do anteprojeto ao Congresso Nacional, para que a proposta avance na tramitação legislativa. A valorização dos servidores, o reconhecimento de suas atribuições e a melhoria das condições de trabalho precisam ocupar lugar efetivo na agenda institucional.
A conjuntura impõe desafios. O Congresso Nacional continuará sendo um espaço de disputas e terá uma composição que exige capacidade de diálogo e articulação com diferentes forças políticas. O Sitraemg buscará apoio tanto entre parlamentares da base governista quanto entre os da oposição. A defesa dos direitos da categoria não pode ficar subordinada a alinhamentos partidários. Se houver resistência de um setor, será necessário ampliar o diálogo com outros, sempre em busca de votos e compromissos concretos com as reivindicações dos servidores.
A conquista das reivindicações do PJU depende da união da categoria, da participação dos filiados e filiadas, da mobilização nos locais de trabalho e da pressão permanente sobre as autoridades responsáveis pelas decisões. Não basta apresentar propostas ou aguardar que os compromissos sejam cumpridos espontaneamente. É preciso cobrar, negociar, mobilizar e, quando necessário, intensificar a pressão.
O Sitraemg seguirá com uma postura independente, crítica sempre que necessário e comprometida exclusivamente com a defesa dos interesses dos servidores do Judiciário Federal em Minas Gerais. O sindicato reconhece a importância do diálogo com o governo eleito, mas ressalta que a relação institucional não elimina a necessidade de cobrança. Os servidores precisam ser ouvidos, suas reivindicações devem ser consideradas e os compromissos assumidos precisam se traduzir em medidas concretas.
A entidade empregará todos os esforços para que as pautas da categoria avancem, tanto nas negociações com o Executivo quanto nas articulações com o STF, o Congresso Nacional e as demais instituições envolvidas.
Só está morto quem não luta. A união que demonstrou sua força nas urnas deve servir também de inspiração para a mobilização sindical, para deixar claro ao governo, ao STF e ao Congresso Nacional que os servidores do PJU exigem valorização e respostas concretas às suas reivindicações.
Assessoria de Comunicação
Sitraemg


