O programa “A voz do servidor” da última quinta-feira, 2 de julho, transcorreu dentro de uma dinâmica invertida em relação ao usual das edições anteriores. A coordenadora geral Alessandra Barbosa, que por muitas vezes apresentou o programa ao lado do então coordenador Carlos Cabeça e outros, dessa vez participou como convidada.
Nessa condição, ela teceu comentários sobre as várias informações dadas pelos apresentadores Rodrigo Freitas e Gil Carlos, da assessoria de Comunicação do sindicato, a respeito das pautas da categoria.
Alessandra destacou a participação dos servidores no ato de quarta-feira, 1º de julho, em Belo Horizonte, pelo calendário de mobilização da categoria pela derrubada do veto 45, a duas das três parcelas da recomposição salarial, e pelo envio do anteprojeto da reestruturação da carreira ao Congresso Nacional. Defendeu que o sucesso nessas e em outras pautas da categoria depende da união e da participação de todos na luta.
A coordenadora geral do sindicato celebrou a chegada do PL 3419/2026 à Câmara dos Deputados e a iniciativa do deputado Rogério Correia (PT/MG) de enviar requerimento à mesa da Casa solicitando que a matéria tramite em regime de urgência. O projeto trata da criação de 136 cargos – para analista judiciário, técnico judiciário, juiz federal, juiz federal substituto, cargos em comissão e funções comissionadas – para o TRF6.
Sitraemg firme na luta pelo fim da escala 6×1
Ela também reafirmou o compromisso do Sitraemg de defender a luta da classe trabalhadora pelo fim da escala 6×1, substituindo-a pela escala 5×2. A sindicalista e os apresentadores do programa denunciaram a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao anunciar que não pretende colocar a proposta em votação antes das eleições de outubro. Também alertaram os eleitores para as falsas promessas de alguns atuais senadores que antes se diziam contra o fim da escala 6×1 e agora, depois que Alcolumbre prometeu pautar a proposta para depois das eleições, anunciaram-se favoráveis à pauta dos trabalhadores.
Debate animado
Também foram debatidas no programa questões como a Copa do Mundo e a briga entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, mostrada em vídeos pelas redes sociais.
Sobre a competição mundial, os três expressaram as expectativas por uma vitória da Seleção Brasileira diante da Noruega, pelas oitavas-de-final, embora reconhecessem a fragilidade do time verde-amarelo. Como se viu ontem (domingo, 5), o Brasil acabou eliminado.
A respeito da polêmica na família bolsonarista, as opiniões dos participantes do programa se dividiram entre se a briga existe de fato ou se não passa de encenação para desviar o foco das denúncias contra Flávio Bolsonaro, para preservar sua candidatura.
“Bola dentro, bola fora”
A coluna “Bola dentro, bola fora”, do filiado do Sitraemg e servidor do TRT3 Rubens Goyatá Campante, comentou sobre quatro assuntos nacionais de destaque no momento.
Classificou como “bola dentro” o programa do governo “Desenrola, para adimplentes”, que oferece crédito mais em conta para brasileiros que pagam em dia seus compromissos, porém a juros altos; e a reação que toma corpo na sociedade e nas instituições, como o Ministério Público do Trabalho, contra os sites de apostas, as famosas Bets.
Sobre o Desenrola, lembrou que a iniciativa beneficia milhões de cidadãos que trabalham na informalidade e não tinham acesso aos empréstimos consignados disponibilizados para trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos. Quanto às Bets, afirmou que a reação às apostas é muito importante porque, enquanto elas rendem milhões aos donos das Bets e às estrelas que as divulgam, levam outras milhões de pessoas, inclusive as pobres, ao desespero do endividamento.
Como bola fora, Rubens destacou o vídeo em que Paulo Figueiredo, neto do último presidente da República do regime militar, João Batista Figueiredo, em que ele afirma que as mulheres votam mal, e que apenas as casadas votam um pouco melhor porque seguem orientação dos maridos. Foragido da justiça brasileira por envolvimento na tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023, Figueiredo defende que os Estados Unidos imponha taxas exorbitantes para as empresas brasileiras nas relações comerciais com o país do Tio Sam. “Mulher que apoia esse pessoal não tem amor-próprio”, salientou Rubens Goyatá.
A outra bola fora foi para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), por ameaçar só pautar o fim da escala 6×1 para depois das eleições. Para Rubens, Alcolumbre tem medo de votar antes e expor os senadores que votarem contra o trabalhador e, por isso, perderem votos.
Assessoria de Comunicação
Sitraemg


