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Ato em BH cobra engajamento de todos na luta pela reestruturação da carreira e pela derrubada do Veto 45

13 de agosto será Dia Nacional de Paralisação, e o Sitraemg enviará caravana para o ato nacional em frente ao STF na mesma data
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Os servidores que falaram ao microfone no ato desta quarta-feira, 1º de julho, em frente ao TRT3 da avenida Getúlio Vargas, em Belo Horizonte, pelo Dia Nacional de Mobilização nos estados, deixaram um recado inquietante: se não houver mobilização, as lutas pela derrubada do Veto 45 no Congresso Nacional e pelo envio do anteprojeto de reestruturação da carreira ao Legislativo – e outras pautas da categoria – não vão evoluir.

Coordenadores do Sitraemg e outros servidores que se manifestaram chamaram os que trabalham nos prédios da Administração e da Segunda Instância do Tribunal para que descessem para o ato. “Se não nos mobilizarmos, nada será feito”, reforçou a coordenadora Alessandra Barbosa, acrescentando que “precisamos ter a nossa recomposição salarial, que seja derrubado esse veto, precisamos pressionar os nossos parlamentares para que isso ocorra. Não podemos amargar essa falta de reajuste, nessa situação em que nos encontramos”,  e complementou: “Contamos com a ajuda de vocês”.

A coordenadora Liana Theodoro também convocou os colegas. “Sem vocês, não vamos fazer nada. A nossa luta não vai acontecer”. Ela também explicou que a continuidade do auxílio-alimentação como auxílio-nutrição, para os servidores aposentados, é outra pauta primordial da categoria.

De olho no STF e no Congresso Nacional

Os participantes do ato e os servidores que ouviam dos prédios do TRT3 foram salientados de que os salários da categoria estão cada vez mais defasados, e que, por isso, mais do que nunca é necessária a participação de todos nas mobilizações. Só assim o Veto 45 poderá ser derrubado e a segunda e a terceira parcelas da recomposição, com a incorporação definitiva de ambas à remuneração, e o STF finalmente decidirá encaminhar o anteprojeto de reestruturação da carreira ao Congresso Nacional. “Estamos no meio do ano. Daqui a pouco o Congresso vai votar o orçamento, e o orçamento pode ser aprovado sem a nossa recomposição”, alertou o filiado Célio Izidoro.

Lembrando que o ato de hoje foi uma preparação para o Dia Nacional de Paralisação de 13 de agosto, a coordenadora do sindicato Marjory Pereira Sousa convocou a todos para paralisação e também para a caravana que enviará a Brasília (aguarde mais informações), na mesma data, para o ato nacional que será realizado em frente ao STF. “Não dá mais para esperar. O momento é este. Precisamos pressionar o STF e o Congresso Nacional”, defendeu, pedindo também que a Fenajufe convoque uma greve nacional para intensificar a pressão.

Convocação aos servidores que não desceram para o ato

Os coordenadores Antônio Carlos de Andrade Filho e Paulo José da Silva também fizeram pequena provocação aos colegas do TRT3 que não desceram para o ato.

Indagando se os colegas estão satisfeitos com a situação da carreira, Antônio Carlos disse que ele não está. “Se não estão satisfeitos, o caminho é a luta, é a mobilização”, completou. Paulo José reclamou da defasagem salarial da categoria, dizendo que ela traz dificuldades para os servidores como o pagamento de escola para seus filhos, e até das perdas nos benefícios, como o plano de saúde, que antes era integral e hoje exige co-participação. “Precisamos fortalecer a nossa luta. Como? Descendo para os atos, participando do movimento e das greves. Se não, nada vai acontecer”, frisou.

Importância da participação e da união na luta

O filiado e diretor de base Fernando Neves defendeu a união de todos pela derrubada do veto e pela estruturação da carreira. “Temos que nos dar as mãos. Juntos seremos muito mais fortes”, disse. E o também filiado David Landau advertiu que não cola mais a desculpa do do STF de que não há recursos para o atendimento às pautas dos servidores. Lembrou que os magistrados vão aos poucos retornando seus antigos penduricalhos à remuneração e que o assessor econômico do sindicato Jean Peres já provou que há recursos para a reestruturação da carreira e outras pautas. “Só com a greve vamos conseguir uma resposta do STF”, sugeriu.

Também presente no ato, a coordenadora do Sintrajud-SP Isabella Leal reforçou o coro pela mobilização. “A gente não vai conseguir nada se os colegas não participarem. Se ficarmos só na conversa pelo whatsapp e não comparecermos aos atos, não vamos conseguir nada”, assegurou.

Interior

Houve ato também em Governador Valadares. Os servidores se concentraram em frente ao fórum trabalhista local (foto abaixo), exibindo para a população cartazes pela derrubada do veto e pela reestruturação da carreira.

Assessoria de Comunicação
Sitraemg

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