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“A justiça não é cega” festeja 10 anos em apresentação triunfal, com convidados, no pré-carnaval de BH

Servidores, familiares e amigos caíram na folia, desta vez em um cenário distante da sede do Sitraemg, em esquina movimentada da região central da Capital
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Até a chuva colaborou. Chegou no início e ameaçou ficar, mas deixou apenas um mormaço que só fez animar ainda mais os foliões a ocuparem a rua.

Foi nesse clima, de muita folia, alegria e samba no pé, que aconteceram as apresentações do bloco do Sitraemg “A Justiça não é cega” e convidados, na tarde de sábado, 7 de fevereiro. O encontro foi realizado na esquina da rua Bernardo Guimarães com avenida Getúlio Vargas, bairro Funcionários, pelo pré-carnaval de Belo Horizonte.

O “A Justiça não é cega” foi o último a se apresentar. Comemorando seus 10 anos de existência, o grupo de filiados e filiadas, liderado pelo coordenador Carlos Cabeça e sob a regência de Tiago, da comunidade quilombola dos Arturos, de Contagem, entoou seu já tradicional samba-enredo e vários outros sucessos do samba e marchinhas.

Confira as fotos do evento:

"A Justiça não é cega" no pré-carnaval de BH

Além de tocar instrumento, Simone Meireles, integrante do grupo e também da comunidade dos Arturos, em alguns momentos emprestou sua bela voz cantando samba, marchinhas, axé e outros ritmos, para aumentar ainda a alegria dos foliões.

A série de apresentações foi aberta pelo bloco Alalaor, criado também há 10 anos, pelo filiado e servidor do TRT3 Júlio César Araújo. Com uma maioria de idosos nos instrumentos, seguindo o objetivo de sua criação, que é a inclusão, o bloco tocou e cantou marchinhas, samba, axé e outros estilos musicais, sempre no ritmo do samba, tendo à frente a regência do Mestre Deley e o vigor da rainha da bateria Malu Agatão.

Teve ainda a juventude do grupo Tambores da Amomp (Associação de Moradores do Bairro Novo Progresso), regido por Míria Regina, da comunidade dos Arturos, e a experiência do quinteto da tradicional Banda Santarém.

10 anos de samba no pé

Essa foi a sexta participação do bloco do Sitraemg no pré-carnaval de Belo Horizonte. Desde a sua criação, há 10 anos, o grupo esteve presente em todas as edições, à exceção 2021 e 2022, quando não houve festa momesca na Capital, em razão da pandemia do Novo Coronavírus. Fora da região do bairro Prado foi a segunda vez (a primeira foi no vizinho Barro Preto, em 2020).

As apresentações ocorreram atrás do Barbazul, tradicional bar da Capital e parceiro do sindicato que cede seu espaço para os saraus mensais promovidos pela entidade. Era no bar que os foliões “molhavam” a garganta e “forravam” o estômago, para voltarem a sambar.

Além de filiados e filiadas, familiares e amigos, incluindo adultos, idosos e crianças, o pré-carnaval do Sitraemg deste ano foi visitado, também, pelo cantor Tadeu Franco, que já se apresentou no sarau da entidade, e o também músico Vermelho, integrante da famosa banda mineira 14 Bis.

Festa, cultura, política…

Antes da apresentação do “A Justiça não é cega”, coordenadores do sindicato saudaram a presença de todos.

Alessandra Matias Barbosa, lembrando que Carlos Cabeça é o responsável pela área de Cultura do sindicato, disse que, “sem cultura, a gente fica muito seco, muito raso”.
Joana D’Arc Guimarães, acrescentando que, ainda na área cultural, o sindicato conta com outras iniciativas como o Coral Acordo & Acordes e o programa “A voz do servidor”, pela rádio Favela FM de BH, afirmou que a festa foi “muito bacana”, e avisou o pessoal do Barbazul que se prepare, pois, “no ano que vem, vai ter muito mais gente”.

Antônio Carlos de Andrade Filho destacou o novo formato do carnaval do Sitraemg, “de rua e no coração de BH”. “Que venham muitos outros, e que o próximo seja maior ainda”, completou a colega Marjory Sousa, reforçando o sucesso do novo formato e apostando, desde já, em um prestígio ainda maior ao desfile do bloco no ano que vem.

David Landau ressaltou: “Sindicato é a luta por direitos, por cultura e por alegria, para todo mundo. Carnaval é povo, é alegria, é vibração”. Já Eliana Leocádia, que também integra o grupo, disse que o bloco “A Justiça não é cega é uma das estrelas do sindicato. É repleto de harmonia, não só na música, mas entre todos os participantes”.

“Vamos que vamos”, convocou Carlos Cabeça, dizendo que “o que muda o mundo é a cultura”. Ele também deu a sua definição pessoal para essa palavra: “cultura é aquilo que você aprende quando está em casa com a sua família e aprender, com o seu povo. Isso é que é cultura. Depois vem a política”.

“Estamos aqui para defender o Quilombo dos Arturos, nossos parceiros há anos, que estão celebrando a posse da terra. Isso que é política, é isso que é mudar o mundo”.

Também estiveram presentes os coordenadores Fernando Neves e Sebastião Edmar.

Assessoria de Comunicação
Sitraemg

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