Mais uma vez, servidores indignados com o governo e seu ministro, Peluso, pedem revisão salarial já!

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"Só com greve, conseguiremos o nosso reajuste", disse Brandi, durante o ato público. Fotos: Erinei Lima.

Mais uma tarde calorosa em frente ao TRE (Av. Prudente de Morais, 100-BH), com a participação dos servidores do judiciário de Minas em defesa da revisão salarial da categoria. O ato público, que atendeu ao calendário nacional de mobilização da Fenajufe, teve início às 13 horas e contou com a presença de quase 100 servidores. Com o mesmo objetivo, diversos sindicatos do Brasil também realizaram hoje, atos públicos.

Na condução do ato público, o presidente do SITRAEMG, Alexandre Brandi chamou todos os servidores para deixarem seus locais de trabalho e participarem efetivamente do movimento. Brandi falou sobre o grande risco que a categoria corre frente ao PLP 549/09 (congelamento salarial) e leu, na oportunidade, matéria reproduzida pelo Sintrajud-SP, do Jornal Valor Econômico, do dia 10 de maio (veja aqui), que traz mais uma noticia sobre a intenção do governo Dilma em aprovar o PL que congela os salários do funcionalismo público por até dez anos. Neste momento, Brandi fez uma grande crítica em relação ao governo que, para aumentar o superávit primário, contribuindo para o pagamento de juros a banqueiros, serão os servidores públicos, os prejudicados. “Não podemos aceitar a imposição do governo. Estamos vendo a ‘enrolação’ do governo junto com Peluso e temos (os servidores) que nos posicionar firmemente para uma greve, pois só assim, vamos conseguir o nosso reajuste”, frisou Brandi.

Em seguida, Brandi convidou todos os servidores presentes para participarem dos dois próximos atos públicos que serão realizados na JF e no TRT respectivamente nos dias 19 e 25 de maio e para a AGE que será realizada na sede do SITRAEMG, no próximo sábado, 14 de maio (veja aqui), que discutirá a licença classista e eleição para a escolha dos delegados que representarão o Sindicato na XVI Plenária Nacional da Fenajufe. Sobre a licença classista, indignado, Alexandre falou sobre a arbitrariedade executada por parte da administração do TRE em ter congelado sua progressão durante esses dois anos que ficou frente à presidência do SITRAEMG. “Temos que discutir e combater estas ilegalidades vindas dos Tribunais”, criticou.

Pela revisão salarial: união da categoria

Depois de passar os informes à categoria, Brandi falou sobre as eleições do SITRAEMG que acontecerão em breve (18 de maio), para a escolha da nova diretoria executiva do SITRAEMG e para o Conselho Fiscal. Nesse sentido, Brandi abriu espaço ao microfone para representantes das duas chapas concorrentes e demais servidores interessados.

Célio Izidoro, do TRT, membro da Chapa 01, defendeu veementemente a unidade dos servidores, independente da preferência de remuneração (PCS ou Subsídio) na luta em defesa da revisão salarial e contra o PL que congela os salários (549/09). Célio disse que estes temas devem ser discutidos também nos locais de trabalho e não apenas durante os atos públicos. “Não precisamos de FC’s ou comissões, mas, sim, de salários dignos. Não podemos nos sobrecarregar de trabalho, levando-nos à exaustão e à doenças, por causa das FC’s”, explanou.

Lúcia Bernardes, aposentada pelo TRT, membro da Chapa 02, alertou que enquanto não houver luta, não haverá resultados. Segundo ela, a categoria não deve ter medo de discutir as formas de remuneração para o judiciário, pois, é a partir destas discussões que os servidores poderão decidir por aquela que melhor atenderá os anseios da categoria. Lúcia pediu, portanto, o respeito entre as partes; aos que defendem o PCS e aqueles que zelam pelo subsídio.      

Alexandre Magnus, diretor jurídico do Sindicato e servidor em Juiz de Fora, alertou a categoria, também pelo risco do PLP 549/09. “Queremos sair do congelamento salarial”, disse Magnus. Sobre a revisão salarial, Alexandre disse que o governo quer confundir os servidores e citou as duas propostas apresentadas ao PL 6613/09, dos deputados petistas, Roberto Policarpo (DF) e Reginaldo Lopes (MG). Lembrou-lhes ainda, sobre a atitude do sindicato do Distrito Federal, tendo como representante, Roberto Policarpo, que, durante a greve, em 2010, e antes das eleições, anunciou que o PCS já estava garantido, desmotivando o movimento da categoria.

Paulo Rios, dirigente do Sindicato do Maranhão, fez um grande apelo aos servidores pedindo a união de todos e que possam seguir uma única linha para, de fato, alcançar o objetivo. “É através da união dos sindicatos e da federação que chegaremos ao resultado final. Vamos enfrentar nossa realidade, que hoje é dura. Estamos à beira de um enorme precipício”, disse Paulo. 

Para encerrar o ato público, como de praxe, Alexandre Brandi pediu aos servidores que dessem as mãos para cantarem o Hino Nacional.

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