As negociações com diversos setores continuou nesta quarta no Ministério do Planejamento, mas o fato é que o governo não pretende ir um centavo além dos 15,8% oferecidos na semana passada, a serem divididos em três parcelas. A aceitação do reajuste, explica um assessor próximo da presidente, não significa que o governo deixará de negociar as outras reivindicações, como os ajustes dos planos de carreira pedidos por diversas categorias, mas para 2013 o aumento não irá nada além do já oferecido.
Os sindicatos dos policiais federais também irão entrar na Justiça contra o corte de ponto. O sindicato do Rio Grande do Sul já conseguiu nesta quarta uma liminar. Os policiais, em greve desde a semana passada, terão uma reunião na manhã desta quinta – o encontro de quarta foi cancelado a pedido do Planejamento. Os agentes da PF querem a revisão do plano de carreira da categoria. “Temos uma defasagem salarial, mas o governo oferece apenas a reposição, e isso não nos interessa. Queremos a remodelação da carreira policial. Esse reajuste só nos interessa como uma primeira parcela da reestruturação”, explicou Paulo Polônio, vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).
Nesta quarta, mais uma categoria aderiu à greve: os oficiais e os assistentes de chancelaria do Itamaraty voltaram a cruzar os braços. Os servidores haviam parado por uma semana para conseguir abrir a negociação com o governo e voltaram ao trabalho. Sem conseguir uma proposta, voltaram à paralisação.


