Na sexta-feira, 4 de setembro, o Sitraemg apresentou um podcast para o lançamento do Projeto Mulher Protegida, programa criado pelo sindicato para a proteção e o acolhimento às servidoras vítimas de violência.
A conversa foi mediada pela coordenadora-geral do Sitraemg Alessandra Matias Barbosa, e teve como convidados o advogado da Assessoria Jurídica do Sitraemg, Rodrigo Campagnacci, e a psicóloga e psicanalista do Departamento de Saúde do Trabalhador e Combate ao Assédio Moral (DSTCAM) Luciana Mara França Moreira.
Alessandra apresentou números que confirmam a escalada de violência no Brasil e a pertinência do projeto. “Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados em 2026, o Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025. E tem outro dado muito forte: para cada feminicídio registrado em 2025, foram contabilizados 502 casos de ameaça, 182 agressões físicas e 79 crimes de perseguição. Ou seja, existe todo um caminho de violência antes de muitas dessas mortes”, alertou.
Luciana confirmou que, no atendimento clínico no DSTCAM, encontra diferentes tipos de violência. “A violência física é o limite. A nossa ideia com este programa é combinar ações jurídicas e de psicologia e psicanálise para localizar melhor o sofrimento e entrar em ação antes que a agressão física aconteça”, explicou.
Rodrigo relatou que atende a diferentes pedidos de auxílio de servidoras do PJU — como acontece em outras categorias — por tipos de violência distintos. São casos, afirma, que vão desde a agressão moral até a psicológica, patrimonial, sexual ou física, nos quais a mulher se sente no olho do furacão e não sabe o que fazer.
“Com este projeto, vamos ajudar essa filiada em situação vulnerável a localizar melhor o que está acontecendo com ela e, a partir disso, fazer um manejo para poder superar essa situação”, reforçou o advogado.
“Quero deixar um convite. Se você é filiada ao Sitraemg e está vivendo uma situação de violência, vulnerabilidade ou conflito familiar, procure o Projeto Mulher Protegida. Você não precisa enfrentar isso sozinha. O Sitraemg está aqui”, finalizou a coordenadora Alessandra Barbosa.
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Como funciona o Mulher Protegida?
Por meio do Projeto Mulher Protegida, o Sitraemg amplia a sua rede de acolhimento e proteção, garantindo atendimento jurídico e psicológico de mulheres filiadas de forma humanizada, sigilosa e interdisciplinar, considerando as particularidades de cada caso e as necessidades apresentadas pela assistida.
A proposta prevê intervenção e mediação dos profissionais envolvidos – escritório de advocacia especializado (Rodrigo Campagnacci) e psicólogas do DSTCAM – quando determinada medida for adequada.
Assista à íntegra do podcast de lançamento do Projeto Mulher Protegida
Assessoria de Comunicação
Sitraemg









