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Sitraemg se solidariza com servidores do TRF4 diante de possível atraso no pagamento

Crise orçamentária da Justiça Federal não pode ser transferida aos servidores, que não devem ser responsabilizados por decisões de gestão ou pela implementação de direitos previstos em lei
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O Sitraemg acompanha com preocupação a situação orçamentária enfrentada pelo TRF4, que pode resultar em atraso no pagamento de salários e benefícios de servidores e servidoras da Justiça Federal da Região Sul.

Em reunião realizada na terça-feira, 29 de setembro, entre a administração do TRF4 e representantes dos sindicatos dos servidores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, foram apresentadas dificuldades para o cumprimento das despesas obrigatórias até o fim de 2026. A administração informou que o orçamento está sob acompanhamento do Conselho da Justiça Federal (CJF) e que uma definição sobre a questão é esperada para outubro.

Entre as possibilidades discutidas estão medidas que poderiam afetar diretamente os servidores, como o pagamento parcial da folha de dezembro com complementação em janeiro, a transferência da segunda parcela do 13º salário para 2027 e a postergação do auxílio-alimentação. O presidente do TRF4, desembargador João Batista Pinto Silveira, reconheceu a gravidade da situação e afirmou que não seria possível, neste momento, garantir que nenhuma dessas medidas venha a ocorrer.

Para o Sitraemg, é injusto atribuir aos servidores a responsabilidade pela atual situação financeira. A reposição salarial de 8% implementada neste ano e a introdução do adicional de qualificação (AQ) correspondem a direitos conquistados e previstos legalmente. Não é aceitável que a implementação desses direitos seja apresentada como justificativa para um eventual comprometimento dos pagamentos aos trabalhadores.

O sindicato reforça que salários, benefícios e direitos previstos em lei não podem ser tratados como variável de ajuste diante de dificuldades financeiras cuja origem envolve decisões administrativas e orçamentárias que não foram tomadas pela categoria.

Além disso, o próprio material produzido pela área de orçamento do TRF4 registra que parte significativa dos cortes está relacionada à necessidade de compensação de despesas decorrentes das novas diretrizes remuneratórias da magistratura. O documento aponta cortes de mais de R$ 32 milhões e registra que a distribuição proposta pelo CJF poderia levar a 4ª Região a realizar cortes de aproximadamente R$ 72,3 milhões.

O Sitraemg se solidariza com os colegas da Justiça Federal da Região Sul, que vivem neste momento a tensão e a incerteza sobre o recebimento de seus salários e benefícios. A possibilidade de atraso na remuneração afeta diretamente o planejamento financeiro dos trabalhadores e de suas famílias e não pode ser tratada como uma alternativa administrativa

Sitraemg solicita reunião com a Presidência do TRF6

Diante das informações sobre as dificuldades orçamentárias enfrentadas pela Justiça Federal e dos possíveis impactos sobre os servidores, o Sitraemg também está atento à situação financeira do TRF6 e solicitou à Presidência do Tribunal uma reunião para obter informações sobre a situação da Justiça Federal em Minas Gerais. O sindicato vai buscar informações sobre a realidade financeira do Tribunal e garantir que os servidores sejam informados e os direitos sejam preservados.

Assessoria de Comunicação
Sitraemg

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