Os eletricitários da Cemig entraram, nesta terça-feira, 10, no décimo sexto dia de greve. Em assembleias realizadas no Estado, no dia 09, a categoria decidiu rejeitar a proposta da Cemig, manter a greve por tempo indeterminado e negociar novamente. Nas assembleias, os trabalhadores aprovaram uma contraproposta para a negociação do Acordo Coletivo de Trabalho.
A negociação com a direção da Cemig aconteceu no último dia 04, mesmo assim porque houve pressão dos trabalhadores, que fecharam as portarias da sede da empresa, na Avenida Barbacena, no bairro Santo Agostinho, em Belo Horizonte. Naquele dia os mais de três mil trabalhadores lotados na sede, incluindo diretores, superintendentes e gerentes da empresa, não entraram para trabalhar.
Hoje a categoria realiza protestos na capital e interior. Em Belo Horizonte, as portarias da Cemig da Itambé, no bairro Floresta, e da Subestação Barro Preto foram fechadas. No interior, as portarias da Cemig de Uberaba e Montes Claros também foram fechadas.
Alguns deputados estão reunidos com o presidente da Cemig, Djalma Morais, para discutir o movimento dos eletricitários. Os deputados pediram para que a direção do Sindieletro participasse.
Proposta dos Trabalhadores
1) Abonar os dias de greve.
2) Aumento real de 2,5%
3) Formalização de protocolo para criação de Política de Saúde e Segurança para os trabalhadores do quadro próprio e terceirizados. A realização da primeira reunião deve ocorrer no prazo máximo de até 15 dias após a assinatura do Protocolo e ter todo calendário previamente definido. No período da formatação do protocolo, a Cemig não promoverá qualquer alteração no procedimento de trabalho em atividades que serão objeto de acordo do protocolo.
4) Cancelar todas as demissões arbitrárias durante a greve, inclusive as ocorridas com os concursados da Cemig S.
5) Chamar 1.000 eletricistas do último concurso público.
6) Realizar seleção interna até maio de 2014.
Participação nos Lucros e Resultados
PLR linear. Para 2013/14, metas 100% corporativas. Não serão estabelecidas metas individuais.
Proposta da Cemig
–Aumento real de 1%
– Não abona os dias parados com a greve. Os dias parados seriam pagos com banco de horas.
– Formalizar um protocolo para criar a Política de Saúde e Segurança para os trabalhadores, com primeira reunião no prazo máximo de 15 dias após o fechamento do acordo.
– Não concorda com o cancelamento das demissões feitas na Cemig Serviços e durante a greve
– Mantém a proposta de PLR (Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que garante distribuição desigual de valores entre superintendentes, gerentes e trabalhadores. Os chefes são privilegiados com altos valores.
– Prorrogação da validade do Concurso Público, mas não divulga a quantidade de trabalhadores que seriam chamados e nem para quais vagas (eletricistas e técnicos, entre outros).
– PLR: mantém a proposta de privilegiar os altos cargos. Retira metas individuais.
Fonte: Sindieletro


