O Sitraemg realizou neste sábado (30/08) a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apreciação e votação da proposta orçamentária de 2025. O encontro contou com expressiva participação da categoria, demonstrando o interesse dos servidores nos rumos do sindicato.
Ao final da votação, a proposta foi aprovada por 1290 filiados (72.68%), enquanto 472 votaram contrários (26.59%) e 13 se abstiveram (0,73%). A mesa diretora da AGE foi composta pelos coordenadores Antônio Carlos de Andrade Filho, Alessandra Matias Barbosa e Nelson da Costa Santos. O orçamento foi apresentado pelo contador do Sindicato, Wilton Coelho, que expôs de forma detalhada a previsão de receitas e despesas para este exercício.
Clique aqui para conferir a proposta orçamentária aprovada!
O conselheiro Fiscal Wallace Marques Coelho leu a recomendação do conselho de aprovar a proposta e defendeu que o sindicato apoie entidades dos segmentos. “Acredito também que é fundamental incentivar e apoiar financeiramente as associações de profissionais técnicos, oficiais, analistas e policiais. Essas associações desempenham um papel complementar ao dos sindicatos, e seus objetivos convergem. Considero que a categoria profissional se beneficia com essa colaboração. Portanto, discordo de qualquer posicionamento contrário a essa iniciativa”, destacou.
Durante o AGE, dez filiados fizeram uso da palavra para defender ou criticar a proposta. O filiado Wesley Alexsander da Silva, oficial de justiça, ressaltou que a maior parte do orçamento está direcionada à representação sindical, o que considera essencial. Ele destacou a importância da sustentabilidade financeira para a luta da categoria e declarou voto favorável à aprovação. “A sustentabilidade financeira é essencial para o fortalecimento de nossas carreiras, que dependem não apenas dos benefícios e das diárias proporcionados pelo sindicato, mas também da nossa capacidade de lutar pelos interesses dos servidores”, ressaltou.
O filiado Carlos Henrique Balmant Spinola chamou atenção para a necessidade de a diretoria abrir espaço também para manifestações daqueles que têm posição crítica. “Se a categoria reprova ou critica, essas manifestações precisam aparecer nos espaços oficiais do Sindicato, não apenas em grupos de WhatsApp. Isso ajuda a evitar divisões e fortalece o debate democrático,” declarou.
“Primeiro, eu queria deixar claro que na minha avaliação, o sindicato precisa funcionar. É a nossa entidade que defende os direitos dos servidores, então eu acho isso fundamental”, assim iniciou sua participação o filiado da Justiça Federal Lourivaldo Antonio Duarte, que levantou questionamentos sobre prazos e detalhamento da proposta. “O Conselho Fiscal teve tempo hábil para análise técnica? E por que investimentos como obras não constam de forma detalhada na proposta? Precisamos de mais clareza nesses pontos.”
O servidor Tiago Barros de Albuquerque, do TRT em Governador Valadares, declarou apoio ao orçamento e lembrou a legitimidade das decisões coletivas. “Temos uma diretoria compromissada. A democracia não é a vontade individual, é a vontade da maioria. Por isso, voto sim à proposta.” Ele argumentou que questões que causam incomodo a alguns filiados, como as doações podem ser revistas em uma reformulação do Estatuto do sindicato. “Agora, o que está acontecendo para mim, infelizmente, é que parte da categoria não concorda com as pautas que estão sendo defendidas por sindicato, que na realidade é o reflexo da maioria, da vontade da maioria, que deliberou, que votou, que compareceu, que decidiu que queria lutar. E as pessoas não concordam ou não podem fazer nada para impedir isso, então elas usam isso, essas manobras para impedir a luta de sindicato pela categoria”, pontuou.
A coordenadora da Fenajufe e filiada do Sitraemg aposentada Nelia Matos também defendeu a aprovação, mas reforçou a importância da transparência. “Muitos questionamentos seriam resolvidos se houvesse balancetes periódicos. O Sindicato precisa funcionar, e é isso que está em jogo. Sou favorável à aprovação”.
O caráter democrático da AGE foi destacado pelo filiado Keller Filgueiras, da Justiça Federal em Manhuaçu. “A diversidade de opiniões é inerente ao processo democrático, e é com satisfação que a celebro junto a vocês.”
O filiado Marchel Ferreira Santos Oliveira, de Juiz de Fora, trouxe críticas sobre doações e práticas administrativas. “Doações a associações e ONGs não têm relação direta com a atuação sindical. Também questiono práticas que considero nepotismo e a falta de detalhamento em rubricas importantes.” Ele também questionou a apresentação extemporânea do planejamento orçamentário, bem como outras questões.
A defesa de maior representatividade dos segmentos, especialmente analistas, e transparência foram as principais críticas da filiada Edivalda de Andrade Silva, do TRE-MG. “Nós, analistas, representamos 40% do PJU e queremos que o Sindicato seja de todos. As críticas não são para paralisar, mas para garantir transparência em todas as ações”, enfatizou.
O compromisso da atual gestão com a categoria foi reafirmado pela coordenadora Joana D’arc Guimarães. “Estamos aqui para trabalhar em prol de toda a categoria, sem divisionismo. Foi a nossa gestão que regularizou a obra da sede junto à prefeitura, além de conquistas nacionais como a GAJ em Minas Gerais e a execução dos quintos. Continuaremos lutando pela reestruturação da carreira e pelos direitos de todos os segmentos”, declarou a dirigente.
O funcionamento do benefício das massagens foi explicado pela coordenadora Alessandra Matias Barbosa. “Não é o sindicato que escolhe as localidades atendidas. O serviço é ofertado onde há requerimento dos filiados e condições nos locais de trabalho. Hoje temos cidades como Belo Horizonte, Contagem, Uberaba, Uberlândia, Divinópolis, Ituiutaba, Montes Claros, Juiz de Fora e Lavras contempladas”, explicou.
Ao final dos esclarecimentos, o coordenador Enilson Antônio Fonseca destacou a importância das assessorias jurídicas do sindicato. “O Sitraemg conta hoje com três escritórios de advocacia, que é o Cassel Ruzzarin, o CBA [Cezar Britto Advogados] e o escritório do doutor Rodrigo Compannacci. Cada um tem um objetivo, o Cassel Ruzzarin atua mais nas questões administrativas, nas questões de assédio. O escritório César Britto de Advogados atende mais junto aos conselhos em Brasília, Conselhos Federais, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Superior da Justiça do Trabalho e todos os tribunais superiores, que sempre acompanham nossas demandas lá e prestam esse serviço”.
O coordenador alertou ainda sobre notícias falsas que circulam nos grupos de WhatsApp de filiados, inclusive um contrato falso do sindicato.
Assessoria de Comunicação
Sitraemg