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Campo de Libra: grande mobilização para impedir leilão marcado para 21 de outubro

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O coordenador do SITRAEMG José Francisco Rodrigues participou da reunião de entidades sindicais e dos movimentos sociais realizada na noite de ontem (quarta-feira, 9), na sede do Sindieletro/MG, em Belo Horizonte, para tratar de três mobilizações das mais importantes, atualmente, para o país e para Minas Gerais.

Um dos temas discutidos foi a campanha nacional contra o leilão do Campo de Libra. O leilão foi marcado pelo governo para o dia 21 de outubro, no Rio de Janeiro, sem qualquer discussão com a sociedade. O governo pretende passar para exploração da iniciativa privada nada menos do que 12 bilhões de reservas de petróleo e gás natural – com previsão de receita estimada em R$ 1 trilhão – de um dos campos mais importantes da camada Pré-sal, na Bacia de Santos, no estado de São Paulo. A administração petista, que tanto atacou as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, depois de leiloar aeropostos, estradas e bens públicos de outros setores, decide agora entregar o “ouro negro” para as empresas transnacionais. Uma das justificativas é de que os recursos que serão arrecadados com os royalties da exploração do Campo de Libra serão direcionados aos setores de saúde e educação. Outro argumento é de que não se trata de privatização, na acepção da palavra, mas, sim, de um sistema de “partilha”, com pelo menos 30% das reservas ficando para exploração da Petrobrás. Pura balela, pois outros países produtores, ao realizarem leilões do gênero, guardam para si pelo menos 75% das reservas licitadas.

Trata-se de uma questão de soberania nacional. Por isso, as entidades presentes na reunião de ontem decidiram aderir à mobilização nacional e agendar atividades, também em Minas, em defesa da suspensão do leilão, no próximo dia 21. A programação prevê, entre outras atividades, concentração em frente à Regap – Refinaria Gabriel Passos (Rod BR 381, s/n km 427, Jardim Piemonte, Betim / MG), no próximo dia 17 (quinta-feira que vem), e ato público no mesmo dia, às 10 horas da manhã, na Praça Sete, em Belo Horizonte; ida de caravana de Minas para o ato nacional marcado pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) no dia 21 de outubro.

Os outros dois temas discutidos na reunião de ontem foram o julgamento dos acusados do Massacre de Felisburgo, marcado para esta quinta-feira, 10, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, e plebiscito popular sobre a tarifa de energia da Cemig, em todo o Estado, de 19 a 27 de outubro, que está sendo organizado pelo Sindieletro/MG. Quanto ao primeiro item, todos foram convidados para uma passeata nesta quinta-feira, da Assembleia Legislativa até o fórum, onde os manifestantes irão pedir a condenação dos envolvidos no Massacre. Conforme informações do jornal O Tempo, o julgamento foi desmembrado. Francisco Rodrigues e Milton Francisco de Souza irão à júri somente no dia 23 de janeiro de 2014, a pedido da defesa do fazendeiro Adriano Chafik, acusado de ser o mandante do crime, e de Washington Agostinho da Silva, outro réu. No entanto, o julgamento desses dois últimos ainda estava em andamento por volta das 10h30 de hoje. Foram convidados, também, a participarem do plebiscito cujo objetivo é debater com a sociedade  formas de redução da tarifa de luz e do ICMS.

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