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 “A Voz do Servidor” encerra janeiro debatendo os 7 anos do crime da Vale, em Brumadinho

No estúdio, também foi discutida a mobilização dos servidores em Brasília que acontece nesta semana
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O programa de rádio do Sitraemg “A Voz do Servidor”, do dia 29 de janeiro, relembrou os sete anos do crime da Vale e da Tüv Süd em Brumadinho. O rompimento da barragem do Córrego do Feijão matou 272 pessoas e devastou a bacia do Rio Paraopeba, destruindo o modo de vida de milhares de famílias.

A ativista e moradora de Brumadinho, Carolina de Moura, coordenadora de Gênero e Clima no Instituto Cordilheira, foi entrevistada pelo apresentador Carlos Cabeça. Ela emocionou-se ao recordar o dia trágico do rompimento da barragem (25 de janeiro de 2019), lamentou a demora na responsabilização das mineradores e antecipou o que deve acontecer nas audiências de instrução e julgamento sobre o crime, que se iniciam em 23 de fevereiro e só terminam em março de 2027.

”Esse processo pressupõe um grande sistema de justiça – envolvendo 183 pessoas entre vítimas, testemunhas e réus – e é uma grande conquista dos atingidos e famílias das vítimas. Convidamos as pessoas para acompanharem, e estamos confiantes de que será  mantida a tese de homicídio doloso e que vá para júri popular, pois os crimes ambientais têm penas muitos menores”, explica.

Ainda no meio dos atos que marcam os sete anos do crime, três minas da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), entre Congonhas e Ouro Preto, na região Central, sofreram transbordamentos. “A gente lamenta muitíssimo esses rompimentos, pois este momento deveria ser só de memória para a não a repetição e, de novo, a Vale contamina um afluente do Rio Paraopeba. É até difícil encontrar uma palavra que nomeie tamanha irresponsabilidade da mineradora,” afirmou Carolina.

 Mobilização dos servidores em Brasília

Durante o programa, Carlos Cabeça reforçou a importância da mobilização em Brasília em defesa da reestruturação das carreiras do PJU e pela derrubada do veto parcial ao Projeto de Lei nº 4.750/2025, da recomposição salarial aprovada pelo Congresso Nacional.

A mobilização nacional acontece diante do descumprimento de compromisso assumido pela Presidência do STF de enviar o projeto de reestruturação das carreiras do Judiciário ao Congresso até setembro de 2025.

Além disso, o governo federal sancionou o PL 4.750/2025 garantindo reajuste de 8% a partir de julho de 2026, mas vetou as parcelas previstas para 2027 e 2028.

 Assessoria de Comunicação

Sitraemg

 

 

 

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