Acompanhe o Sitraemg nas redes sociais

Núcleo de Negros, Negras, Indígenas e Quilombolas conclui regimento e discute políticas afirmativas para as carreiras

Documento com essas demandas políticas ao CNJ será elaborado na próxima reunião do grupo, dia 11 de novembro
Compartilhe

Depois de sua ativação, em setembro, o Núcleo Negros, Negras, Indígenas e Quilombolas de Filiados(as) do Sitraemg realizou o seu segundo encontro, online, na nessa quinta-feira, 15 de outubro, e trabalha a todo vapor.

As discussões, bastante propositivas, foram conduzidas pelo coordenador Enilson Fonseca, contando, também, com a presença dos coordenadores Antônio Carlos de Andrade Filho, Maria das Dores Lopes de Carvalho e Wallace Marques Coelho.

Também participaram, como convidadas e militantes dos movimentos antirracista e feminista, Adriana Rosa do Nascimento, servidora da prefeitura de Coronel Fabriciano e graduada em Administração e em Ciência da Felicidade, e Ilza Helena da Silva (Lelena), artista plástica, artesã e idealizadora da Arte em Cerâmica Malacabado, expressão artística e artesanal desenvolvida por ela, da mesma cidade do Vale do Aço.

Levantamento de dados

Ao longo de toda a reunião, foi defendida a necessidade de cobrança de políticas afirmativas para os negros, indígenas e quilombolas junto aos órgãos do poder judiciário.

Enilson Fonseca avaliou que, só assim, servidores e servidoras não brancos conseguirão ter acesso, de forma menos sofrida, a postos de chefia e direção dos tribunais. O filiado José Fernandes Batista de Oliveira, oficial de justiça, salientou que, antes de cobrar dos órgãos, o sindicato deveria realizar um levantamento de informações e números dos contingentes de raças nos tribunais.

Na reunião foram citados números com base no cadastro de filiados do Sitraemg: são 188 autodeclarados negros ou pardos, cinco indígenas, 370 brancos e dois amarelos. Esses números, no entanto, além de se limitarem ao contingente de filiados, não refletem a realidade dos servidores, pois a maioria dos filiados não preenche o campo relativo à raça na ficha de filiação.

Sobre as dificuldades encontradas, sobretudo pelos negros, nas carreiras do judiciário, Maria das Dores citou o caso específico de um juiz que conhece. Segundo ela, o magistrado havia tentado várias vezes o concurso para o cargo. Era aprovado em todas as provas e sempre esbarrava na etapa de entrevista, em razão da avaliação subjetiva do examinador, até que finalmente conseguiu a aprovação. O filiado Lucas de Oliveira lembrou que atualmente as entrevistas são gravadas, para checagem do andamento do diálogo, caso haja contestações.

A convidada Adriana do Nascimento afirmou que o levantamento do racismo é necessário, mas alertou que os dados são “frios” e que uma construção eficaz dos argumentos a serem apresentados aos tribunais e conselhos dependerá de uma leitura eficiente das informações e dos números obtidos.

Próxima reunião do núcleo

A próxima reunião online será no dia 11 de novembro (quarta-feira), às 19 horas, data próxima ao Dia da Consciência Negra (20 de novembro). Também ficou acertado que, nesta reunião, será iniciada a elaboração de um documento a ser encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para cobrar dos tribunais o cumprimento da Resolução CNJ 193/2024, que regulamenta o indicador de desempenho da promoção da equidade racial.

Os filiados que participarem das reuniões também poderão solicitar sua inclusão no grupo de WhatsApp do Núcleo.

Assessoria de Comunicação
Sitraemg

Compartilhe

Veja também

Pessoas que acessaram este conteúdo também estão vendo

Busca

Notícias por Data

Por Data

Notícias por Categorias

Categorias

Postagens recentes

Nuvem de Tags