Militantes de organizações sociais e sindicais, entre elas o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), o Sindipetro e a organização de jovens Juventude Revolução, ocuparam na manhã desta quinta-feira (18) o prédio da Petrobras, na avenida Paulista, em São Paulo.
Os manifestantes cobram do governo federal o cancelamento do leilão do campo de Libra, previsto para a próxima segunda-feira (21), e por isso trancam o acesso dos trabalhadores ao prédio.
Segundo Liciane Andrioli, militante do MAB, leiloar o petróleo significa privatizar. “Entregar na mão de empresas transnacionais esse recurso estratégico é um crime que compromete o futuro do nosso país. Esta riqueza pertence ao povo brasileiro e representa um verdadeiro atentado contra a soberania nacional, o desenvolvimento do Brasil e o futuro da nação”, declarou.
Além de militantes sociais e sindicais, o ato de hoje reuniu também políticos. O deputado estadual Adriano Diogo, do Partido dos Trabalhadores (PT), criticou a posição adotada pelo governo federal frente ao leilão do petróleo. “O que o governo está tentando fazer é garantir o superávit primário, pagar a dívida e dar dinheiro pros banqueiros. Isso parece um jogo pra tentar se igualar ao governo FHC, o que fere a soberania”, disse.
Marcha pela Paulista
Na tarde dessa quinta-feira (17), os manifestantes das organizações sociais e sindicais também fizeram uma marcha pela avenida Paulista para dialogar com a sociedade sobre o leilão do petróleo. Foram distribuídos panfletos nas ruas e entradas das estações de metrô.
A marcha, que iniciou na praça Osvaldo Cruz, passou pelo prédio da Petrobras e terminou no vão do MASP, com um ato público e falas das diversas organizações presentes.
Ações pelo Brasil
Esta cobrança ao governo federal está acontecendo em diversas manifestações e ações de protesto por todo o Brasil. Esta semana aconteceram atos na maioria dos estados brasileiros e na quinta-feira o Ministério de Minas e Energia, em Brasília (DF), foi ocupado durante todo o dia.
Também em Brasília, desde o dia 3 de outubro, militantes do MAB e da FUP estão acampados na Esplanada dos Ministérios fazendo cobranças para que deputados e senadores se coloquem contra o leilão. Eles também fazem ações de agitação e propaganda em diversos pontos da capital federal, com distribuição de jornais e panfletos esclarecendo a população sobre o real significado do leilão de Libra.
FONTE: Brasil de Fato


