Na próxima quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, terá muito o que explicar ao governo brasileiro. O prazo foi definido anteriormente após revelações de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) usou seu aparato de espionagem em conversas da presidente Dilma Rousseff com seus assessores.
“O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos e que proporia, para exame do Brasil, medidas para sanar o problema”, disse a presidente em entrevista coletiva no G20.
Em um primeiro momento, o governo americano alegou que o sistema era usado exclusivamente ao combate ao terrorismo. No entanto, reportagem do Fantástico de ontem, em parceria com o jornalista Glenn Greenwald, a partir de documentos vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden, atualmente exilado em Moscou, revelou que o esquema também foi usado para espionar empresas como a Petrobras.
Os documentos não mostram que tipo de informações a NSA buscava, mas é possível supor que tivessem a ver com tecnologia e campos de petróleo do pré-sal.
No próximo mês, acontece o leilão do campo de Libra, na Bacia de Santos, o maior já realizado no país. O valor total do bônus a ser pago pelo consórcio vencedor foi fixado em R$ 15 bilhões. Segundo Roberto Villa, ex-diretor da Petrobras, “se alguém dispõe dessa informação, ele vai numa posição muito melhor no leilão. Ele sabe onde carregar mais e onde nem carregar. É um segredinho bom”.
Além da estatal brasileira, outras vítimas da espionagem americana foram o Google, o Ministério das Relações Exteriores da França e o sistema Swift — a cooperativa que reúne mais de dez mil bancos de 212 países e regula as transações financeiras por telecomunicações.
Fonte: www.brasil247.com


