
O término da greve e as próximas providências nesse sentido foram a pauta de reunião realizada na tarde de hoje, 13, na Justiça Federal, em Belo Horizonte, entre coordenadores do SITRAEMG, servidores da Casa que são membros do Comando de Greve e a Diretoria do Foro. Os coordenadores-gerais Hebe-Del Kader Bicalho e Lúcia Maria Bernardes de Freitas, além dos servidores Nestor Santiago e Welington Gonçalves (também presidente da Assojaf-MG) conversaram com o diretor, juiz federal Guilherme Mendonça Doehler e o diretor da secretaria administrativa, Geraldo Caixeta de Oliveira.
Logo de início, Lúcia Bernardes comentou sobre a Portaria n.º 10/112 – Ordem de Serviço n.º 116/12, de 6 de setembro, que determina a compensação do serviço acumulado durante a greve. O documento diz que a compensação deve ser feita hora a hora, mas que cada diretor de Vara terá autonomia para decidir como isso será feito. Segundo Nestor Santiago, a decisão foi bem aceita pelos servidores, uma vez que é a mesma decisão da última greve – mas, ainda assim, o Sindicato irá acompanhar a implementação da medida.
Hebe-Del Kader agradeceu a cooperação da diretoria da JF com a mobilização pelo PCS e destacou a cooperação dos servidores da Casa, que participaram em peso das atividades da greve. “Houve uma conscientização de que a luta é conjunta. O que conseguimos [o reajuste de 33% sobre a GAJ] não era o que queríamos, mas vamos continuar lutando”, avaliou Hebe-Del, seguido por Welington Gonçalves, que apontou a grande diferença entre esta proposta de reajuste e o plano original do PCS, que era um plano de cargos, carreira e salário. Nestor Santiago, que participou de toda a mobilização, acrescentou que a luta dos servidores é não só por questões salariais: “nossa luta também é pela dignidade, pela independência e autonomia do Judiciário, pelo não sucateamento do serviço público”.
O coordenador do SITRAEMG Hebe-Del reforçou que, com a continuidade da movimentação em prol do reajuste da categoria, pode haver novos atos, assim como conversas com as associações de juízes, “por estarem todos ‘no mesmo barco’”. O juiz Guilherme Doehler – cuja categoria também luta por reajuste – e Geraldo Caixeta comentaram que a presidente Dilma Rousseff é mesmo “linha dura”, assim como a ministra do Planejamento Mirian Belchior. “Não estamos lidando com política simplesmente, elas são extremamente técnicas”, disseram.


